sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Ruínas

Sob as ruínas de uma casa destruída parei para pensar o quão importante foi minha vida
para todas as pessoas ao meu redor.
Veja, temos aqui uma casa. Uma residência aonde acolheu várias e várias pessoas
pense consigo mesmo e reflita quantas pessoas sairam deste local felizes
quantas pessoas choraram, ou quantas pessoas simplesmente morreram aqui neste lugar.
É meu caro leitor minha vida foi assim, como essa casa que abrigou várias pessoas
que entraram e saíram da minha vida
muitos desses saíram chorando, ou felizes em ter me conhecido.
Não sei que tipo de pessoa eu sou mas queria agradar a todos mas assim como uma casa
que não agrada a todos simplesmente pelos seus gostos ou maneiras de viver
mas gostaria que todos vivessem bem mesmo eu sendo do jeito que sou...

"Acho que as ruínas sobreviveram para contar todas as dores de pessoas que aqui habitaram."
A foto não está em boas condições mas tudo bem né?

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Tyson

Perguntei a mim mesma: já não basta toda a dor que sinto? Preciso mesmo suportar aquele cara? 
Então disse a Tyson que fosse embora e ele com seu sorriso sedutor me olhou nos olhos, tirou um cigarro do bolso de sua camisa de botão que a principio me induzia a abri-la completamente, e acendeu sem ao menos fazer menção sobre aquilo que acabava de falar.
Odeio a forma como este homem me prende em seus laços provocantes por mais que eu tentasse acabar de vez com todo esse “amor” fracassaria em minha missão, pois ao sofrer decido sair correndo, mas Tyson com seu jeito prazerosamente agressivo me trás de volta aos seus domínios e então começamos tudo de novo: um novo sentimento, uma nova paixão, noites de prazer, finalizando em brigas e sofrimento em cima de sofrimento.
-Queres mesmo que eu vá? - ele me diz com sua voz meio rouca
-Preciso seguir minha vida, buscar um pouco de dignidade e amor próprio que você me roubou - eu respondo em meio a lágrimas
Ele fica nervoso passa a mão pela barba mal feita, sinto que vamos ter outra briga calorosa como tivemos no verão passado, no ano novo e em momentos inoportunos na minha vida o medo começa a assobiar em meus ouvidos como um vento frio de inverno, quando finalmente ele diz:
- A pergunta não foi essa! Quero saber em poucas palavras: queres mesmo que eu vá?
Eu já não sabia o que dizer, lembrava de nossos dias de alegria e tudo que aprontávamos.
-Sim, quero que você vá – respondi finalmente
-Mas não antes disso... – ele disse
Como uma chama que não se apaga ele me puxou pelos cabelos e me beijou freneticamente e logo percebi que mais uma vez cai em sua armadilha, o laço já estava feito e eu já estava completamente vulnerável ao prazer que emanava de ambos na cama, depois de cessar toda orgia percebi que havia algo a ser feito um simples ato que me libertaria para sempre... Não hesitei, desprovida de piedade agi com a mesma frieza que ele me tratara. 
Tyson está morto.
Texto de autoria de: Juliana Carvalho